
Para Clement Seymour Dodd, mais conhecido como Sir Coxsone Dodd, tudo começou por volta de 1954. Nessa época, ele resolveu tocar para os clientes da loja de bebidas de seus pais em Kingston os discos de boogie-woogie, jazz e r&b que tinha trazido de Miami e New Orleans. Em pouco tempo expandiu essa prática ao público em geral, construindo assim, seu próprio soundsystem. Forçado pela concorrência de um cara chamado Duke Reid, Sir Coxsone foi ampliar seus horizontes musicais na terra do Tio Sam. Foi para Philadelphia, Chicago e Cincinnati atrás de novidades exclusivas. Mas só em New York, mais precisamente na 130th Street do Harlem, que ele encontrou a Rainbow Records, uma loja de discos que tinha tudo aquilo que ele precisava pra se diferenciar dos concorrentes na Jamaica. Chegou até a raspar o selo dos discos e colocar um outro por cima, para garantir a exclusividade dos vinis. De volta à ilha, o sucesso era certo, já que poucas pessoas tinham a discoteca que ele possuia. Além de sua notável coleção de discos, Sir Coxsone também contava com futuros nomes de peso para operar seu soundsystem como Prince Buster, U Roy, King Stitt e Lee Perry. Depois de um certo tempo, ouvindo os sucessos vindos da América e também pelo surgimento de bons artistas locais no final da década de 50, o público jamaicano já não queria mais só ouvir as novidades de fora da ilha, sentiam a necessidade de ouvir a música feita na Jamaica. O problema é que naquela época não havia estúdios de gravação por lá. Percebendo a necessidade, em 1963 Dodd montou o primeiro estúdio desse perfil numa pequena sala da Brentford Road em Kingston, o famoso Studio One. Quase todos os principais músicos e bandas da ilha passaram por lá. Esse lugar virou referência da música jamaicana e até hoje serve como uma das principais referências para músicos de reggae e diversos outros estilos.
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